domingo, 30 de setembro de 2018

Corais e Dentes de Leão

Já está inaugurada a exposição Corais e Dentes de Leão! A exposição vai ficar pela Fábrica das Histórias até 28 de Novembro e pode ser visitada de terça a sábado.
Quero agradecer a todos os que estiveram envolvidos para que esta exposição se realizasse, nomeadamente a Câmara Municipal de Torres Vedras.






quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Corais e Dentes de Leão: traços da natureza no era uma vez


   Scarabaeidae coquetis 
  
    Escultura em tecido para a exposição Corais e Dentes de leão.




Exposição Corais e Dentes de Leão

A Fábrica das Histórias inaugura no próximo dia 29 de Setembro, às 16 horas, a exposição Corais e Dentes de Leão, das artistas plásticas Marta Poeira e Olga Neves.
A exposição pode ser visitada até dia 28 de Novembro.

A natureza vive escondida nos lugares das histórias, e as histórias, essas escolhem os lugares onde querem morar: Podem ser nuvens no chão, podem ser corais crispados ou belos dentes de leão, delicados por de tão pouco afiados. Podem ser... Mas no país das histórias é preciso entrarmos pé ante pé, porque não conhecemos ainda os mundos que nos espreitam, nem os perigos que nos reservam, sejam eles feitos de água ou de fogo, sejam eles feitos de vento ou de pedras. Descobrir esses segredos e ultrapassarmos os medos é como carregarmos para sempre a possibilidade de sucumbirmos à beleza que mora dentro delas.

Ana M.



quinta-feira, 7 de junho de 2018

João Torto

A nova história da Ana Meireles que estou a ilustrar.

João era um rapaz simples que vivia no campo. Um dia encontrou um cão, um cão enorme, castanho amarelo e com uma cauda de tão pesada que era que tombava para a esquerda, ficou com o cão e chamou-o de Torto.
A família do João não ficou nada feliz com a vinda do Torto e disseram ao João que só podia ficar com o cão se este não comesse!! Mas como o Torto só se alimentava de nuvens, a questão da comida deixou de ser problema.
Andavam sempre juntos e por isso lhes chamavam de João Torto. 
A vida de ambos não era a melhor mas com a chegada das tropas de Napoleão, piorou consideravelmente. Pior... entretanto vieram outros tantos soldados de Inglaterra.
De repente o João e o Torto viram-se entre o fogo cruzado de Bifes e Jacobinos e para piorar as coisas ambos tinham orelhas enormes o que não dava jeito nenhum quando se anda entre balas de pólvora.
Mas o João que era um valente não só sobreviveu como salvou todas as pessoas da aldeia e assim tornou-se herói nacional, bem... nacional não digo mas foi certamente o herói da Maceira!












ADMA


Adma é uma criança que vive na floresta, num lugar encantado que ninguém sabe onde fica e quem lá vive permanece para sempre. A criança tem poder para se transformar no animal que desejar, inclusive de se esfumar e desaparecer tal como o Gato de Cheschire.



quarta-feira, 6 de junho de 2018

O Rapaz Doente - Lenda Xavante

O Rapaz Doente 

Tive como proposta para as exposições de Araraquara e Ribeirão Preto, ilustrar uma lenda sobre um povo indígena brasileiro. 
O comissário da exposição enviou-me inúmeros contos e aí a tarefa tornou-se bem difícil, todos eram muito interessantes, muitos deles cruzavam com lendas europeias e asiáticas, sempre que lia cada uma delas já tinha um monte de ideias e tive dificuldade em decidir qual o conto que iria escolher. Acabou por ser a lenda do Rapaz Doente do Povo Xavante, por motivos pessoais era a lenda que mais se aproximava de mim . 

A história conta as vivências de três irmãos muito jovens que integram um grupo de caçadores, eles caminham durante dias para conseguirem encontrar caça suficiente que alimente toda a aldeia, mas não encontravam caça nenhuma. A caça era uma função dos homens enquanto as mulheres se dedicavam a colher raízes, frutos e preparação dos alimentos.

Durante a caminhada um dos irmãos fica doente e como não consegue acompanhar o ritmo dos outros caçadores os irmãos fazem uma maca para o transportar, mas o esforço é muito e o rapaz está cada vez mais debilitado. Mesmo assim os dois irmãos caminham suportando a maca durante alguns dias.








Os irmãos são colocados à prova, têm de decidir ou ficar junto do irmão correndo o risco de não sobreviverem os três ou abandoná-lo garantindo a sobrevivência dos dois. Os irmãos sabem que têm que partir com os outros homens da tribo e constroem um abrigo para que o irmão doente fique confortável.





Os gaviões e urubus apercebem-se da situação e quando o rapaz fica sozinho, aproximam-se curiosos. Chega então o urubu rei e decide que o rapaz tem que ser tratado para isso tem que ser transportado para a casa dos pássaros que fica por cima das nuvens. Os pássaros agarram no rapaz e batem as asas com muita, muita força, e assim conseguem elevá-lo até à morada dos urubus.





O rapaz é tratado e passado algum tempo começa a aprender o modo de vida dos pássaros, as memórias da sua vida familiar começam a desaparecer e cada vez mais ele se vê como uma ave e não como homem.

Mas a sua família está inconsolável e os pássaros que sempre observam os homens compreenderam que não podiam manter mais o rapaz, tinham que o devolver à tribo. Assim fizeram mas com uma condição, o rapaz nunca podia transmitir à tribo tudo o que aprendeu com os pássaros porque o conhecimento dos animais nunca poderá ser entendido pelos homens.



Na cidade de Ribeirão Preto, tive o enorme prazer de conhecer o Cacique de uma tribo Xavante que por um grande acaso se encontrava na cidade. Foi com paciência de índio que me respondeu a todas as minhas questões e foi sem dúvida um momento muito gratificante.

Muito obrigada Tsetetó Siruapi.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A NEVE

Já está editado o livro que recentemente ilustrei! 
Está à venda no site da Chiado e na Wook. 
Para quem vive no Brasil é fácil adquirir o livro através do site da Chiado, a editora tem sede em São Paulo.

Boas leituras!!

Autora do conto: Flor NC

Autora das ilustrações: Olga Neves











segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Mãe Gaivota


Ilustrações que fiz para o livro A Mãe Gaivota, de Maria J. M. Leonardo.


Usei principalmente lápis de grafite e aquarela, Caran D'Ache Prismalo, que possui uma consistência muito suave e permite misturar diferentes cores. Em alguns detalhes usei lápis de cor Caran D'Ache Pablo.



Tenho preferência pelo papel com cor e denso, neste caso 250 gr.



Illustrations that I made for the book A Mãe Gaivota, by Maria J. M. Leonardo.


I mainly used graphite and watercolor pencils, Caran D'Ache Prismalo which has a very soft consistency and allows to mix different colors. In some details I used colored pencils Caran D'Ache Pablo.


I have preference for paper with color and dense in this case 250 gr.















Corais e Dentes de Leão

Já está inaugurada a exposição Corais e Dentes de Leão! A exposição vai ficar pela Fábrica das Histórias até 28 de Novembro e pode ser visi...